Monte Guararapes - Pernambuco |
As Batalhas dos Guararapes foram duas batalhas travadas no Monte Guararapes, ao sul do Recife, e foram episódios decisivos na Insurreição Pernambucana, que culminou no término das Invasões holandesas do Brasil, durante o século XVII. A primeira batalha ocorreu em 19 de Abril de 1648, e a segunda em 19 de Fevereiro de 1649. A 1a. Batalha dos Guararapes é simbolicamente considerada a origem do Exército Brasileiro.
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Batalha dos Guararapes |
Com a chegada da grande frota holandesa, veio levantar os ânimos dos moradores de Recife que viviam sofrendo com muito sacrifício, e para desafogara cidade dos inimigos foi armada uma expedição por Sigemundt Von Schkopp com o objetivo de atacar Muribeca centro abastecedor de mantimentos do Arraial Novo de Bom Jesus aonde os invasores portugueses haviam se estabelecidos e retomado o Cabo de Santo Agostinho na ilha de Antônio Vaz. Com o Mestre de Campo General Francisco Barreto tomando conhecimento dos planos de Schkopp, posicionou suas tropas nos Montes Guararapes aguardando os inimigos para batalha no caminho para Muribeca, mesmo tendo um efetivo menor, que divididos nos terços e companhia de João Fernandes Vieira, André Vidal de Negreiro e Henrique Dias e Felipe Camarão,que levados pelo ideal da libertação de Pernambuco e com uma decisão muito grande de combate. Na manhã do dia 19 de Abril a companhia de André Vidal de Negreiro lançou-se a luta contra os soldados holandeses que com os seus canhões conseguia vencer os invasores sem grandes dificuldades, enquanto Henrique Dias recuava devido aos ataques dos holandeses e por causa deste sucesso os soldados holandeses seguiram incendiando e depredando tudo pelo seus caminhos, até quando André Vidal de Negreiro o grande herói paraibano em nova carga, marcha contra os soldados holandeses que ao final de muita luta acaba por vencer aos inimigos que fugiram para uma colina a procura de abrigo as vistas dos portugueses e em nova carga, avançou contra os soldados de Schkopp que após muita lutas encontrava-se gravemente ferido em combate e vencido pêlos independentes e os poucos sobreviventes ao cair da noite fugiram para as colinas em procura de abrigo e durante a madrugada por ordem de Schkopp retiraram-se do campo de batalha e rumaram para a cidade de Recife. Foi realmente uma grande vitoria para as causas portuguesas, libertando as terras das mãos holandesas pêlos independentes que passaram a apertar cada vez mais o cerco em torno da Cidade de Recife aonde os holandeses se conservavam senhores absolutos devido a sua esquadra que lhes garantiam o abastecimento. A verdade e que a esquadra de With só atrapalhava a entrada e saída dos navios mercantes portugueses na baia de Todos os Santos e se restringiram aos combates no litoral perto de Salvador, por este motivo foi que a esquadra baiana sob o comando de Salvador Correia de Sá navegou para a África Ocidental sem encontrar obstáculo, de onde seguiu para Angola e São Tomé reconsquistandoas para o Rei de Portugal Dom João IV.
Quando o galeão do vice almirante português foi atacado por navios de guerra holandês e pelas fortalezas da cidade, pois os mesmos pensavam que a esquadra portuguesa fosse atacar a cidade. E devido a criação da Companhia Geral de Comércio em Lisboa, o Alto Poderes na Holanda notificaram aos diretores das duas companhias holandesas para que considerasse como presas marítimas nas respectivas zonas de competência todo e qualquer navios mercante português, porque a trégua de dez anos ajustada com Portugal já havia se expirado e pelo descontentamento reinante em Haia contra o reino de Portugal, e se percebendo que era dever de honra acudir a colônia.
Quando o galeão do vice almirante português foi atacado por navios de guerra holandês e pelas fortalezas da cidade, pois os mesmos pensavam que a esquadra portuguesa fosse atacar a cidade. E devido a criação da Companhia Geral de Comércio em Lisboa, o Alto Poderes na Holanda notificaram aos diretores das duas companhias holandesas para que considerasse como presas marítimas nas respectivas zonas de competência todo e qualquer navios mercante português, porque a trégua de dez anos ajustada com Portugal já havia se expirado e pelo descontentamento reinante em Haia contra o reino de Portugal, e se percebendo que era dever de honra acudir a colônia.
Apesar da proibição impostas aos comandantes da esquadra de se unirem aos rebeldes da Bahia; Barreto e Vieira a eles reuniram para arquitetar um plano de ataque, em 15 de Janeiro de 1654 levaram ao ataque os fortes externos de Recife em parte defendida com muita bravura foram rapidamente capitulando uma após a outra aonde Schlopp não se deixava abater mostrando-se decisivo em sustentar Recife até a última conseqüência. Quando o desespero chegava ao auge na cidade de Recife, ancorava na foz do rio paraíba um navio cargueiro das Companhia das Índias Orientais sem ser percebido pêlos navios portugueses que se destinava a Bavária, que devido aos ventos desfavoráveis haviam impedidos de seguir o seu rumo. Em seu carregamento constava dinheiro e material bélico; porém um barqueiro do rio paraíba sem ser percebido, levou ao capitão e ao sobre cargo do navio Westvriesland uma carta do presidente do conselho da Nova Holanda que relatava a situação em que se encontrava a cidade de Recife e solicitava que fosse doada ao comandante do Forte Cabedelo o Coronel Houthain de quarenta a cinqüenta mil florins e vinte mil libras de pólvora e grande quantidade de chumbo devido a situação em que se encontravam em Recife, Houthain também enviou um emissário junto a Francisco Barreto de Menezes para negociar uma rendição em que os holandeses diziam que estavam prontos para evacuar a cidade, assim como todas as posições e zonas litorâneas até então ainda mantidas em Itamaracá, na Paraíba, no Rio Grande do Norte e no Ceará e de entregar aos libertadores vitoriosos os canhões, munições e armas e de que fossem garantida a livre retirada das tropas com honras militares. e por este acordo ainda foi concedido aos soldados e civis que ficassem com os seus moveis e lhes foi colocado a disposição alguns navios para que pudessem retornar a Holanda, aos portugueses, judeus, mulatos, negros e índios partidários dos holandeses foram a eles concedido plena anistia e foi permitido aos israelitas e aos católicos que continuassem a morar no país e que os mesmos seriam tratados da mesma maneira do que em Portugal.
Em 19 de Março, André Vidal de Negreiro transmitiu pessoalmente ao monarca Dom João IV a notícia da entrada em Recife e a libertação em definitivo de Pernambuco o que causou grande jubilo em Portugal e o rei conferiu aos chefes da campanha libertadora as mais altas distinções. Na Holanda entretanto reinava profunda indignação pêlos acontecimentos ocorridos no norte brasileiro, o povo holandês extravasou toda a sua cólera sobre o bravo General Schkopp que mesmo ferido em combate se manteve em seu posto até o último dia, foi preso como um criminoso perigoso enquanto que Schoonenborch e Haex foram internados em suas casas e mantidos sob rigorosa vigilância sob acusações de não terem empregados de todos os meios para manutenção de Recife e dos fortes do Norte brasileiro, a batalha pela posse do norte brasileiro foi muito sangrenta até o seu final com a Espanha, a França, a Inglaterra e a Holanda porém os patriotas portugueses souberam defender honrosamente o seu domínio sob a colônia sul americana com a grande vitoria final. Em 21 de Janeiro de 1654 após a vitória das forças independentes, se deu a assinatura da capitulação holandesa na Campina do Taborda que foi assinada pelo Conselheiro Gisberth With, peo presidente dos escabinos Huybrecht Brest e pelo Capitão Walter Van Loo e pêlos portuguesa a rendição foi assinada pelo Auditor Geral Francisco Neves Moreira, pêlos Capitães Manoel Gonçalves Correia e Afonso de Albuquerque, as negociações de paz entre Portugal e os Estados Gerais dos Países Baixo se prolongaram até 1661, quando finalmente se celebrou em Haia o Tratado de Paz que pós termo as longas e difíceis discussões com a desistência em definitivo dos holandeses das terras brasileiras por eles ocupadas durante trinta anos no período de 1624 a 1654, mediante o pagamento de uma indenização de quatro milhões de cruzados realizado da seguinte maneira: cabendo ao Brasil a quota de um milhão novecentos e vinte mil cruzados para serem pagas em dezesseis anos, mais vinte mil cruzados de contribuição para o dote da infante Dona Catarina de Bragança filha de Dom João IV dada em casamento ao Rei Carlos II da Inglaterra, e pela restituição da artilharia apreendidas em combates e alguns favores comerciais notadamente com o açúcar do Brasil. |